Sábado, Janeiro 09, 2010
Eu gosto de escrever. Gosto mesmo. Mas não é fácil.
Sinceramente, muitas vezes, como hoje, eu penso em desistir.
Escrever pra quê, pra quem?
Eu não vejo sentido.
Eu queria ter o poder de mudar as coisas. Mas ao mesmo tempo acho que a vida é assim.
Do jeito que tem que ser. Nada é fácil.
A poucos dias de subir no altar e realizar um sonho impossível, eu tenho pensado muito no futuro.
No que eu vou fazer da minha vida depois que aquele dia chegar.
Depois que você atinge um objetivo, procura outro. Não é assim que a banda toca?
Nos últimos meses, levei tanto tapa na cara que perdi a conta.
E aprendi o que tinha que aprender.
Agora, me encontro desanimada com as palavras.
Estou em um luta interna constante para levar esse desânimo pra lá e continuar em frente.
Não sei porque eu fui me menter com esse negócio de escrever.
Será que vale a pena?
Ainda não tenho a resposta.
Escrito por Tati Sabadini |
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12:09
Domingo, Agosto 23, 2009
Post guardado
Vontade de sair por aí, andar sozinha pelo mundo. Curtir uma boa exposição de arte, um bom filme no final da tarde, tomar uma cerveja sozinha em algum um bar de Salvador.
Ir até a biblioteca demonstrativa e ver se alguém já pegou meu livro pra ler. Ver Amelie Poulain em DVD. Passear por Brasília sem compromisso. Libertar um dos meus livro por aí.
Trilha sonora: David Gray - Babylon
Escrito por Tati Sabadini |
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19:47
Quarta-feira, Julho 29, 2009
Resoluções do meio do ano
Quando a vida te dá uma pancada atrás da outra, você resolver dar um jeito nas coisas.
Viver intensamente, deixar o vento bater no rosto, escutar um mu´sica boa vinte vezes seguidas...
Eu resolvi listar o que eu quero mudar, o que eu quero que aconteça até o fim do ano.
Vou colocar aqui para não ter desculpa e ter medo de passar vegonha por promessas não cumpridas.
Minhas resoluções do meio do ano são:
- Entrar em contato com meu indieself, ou seja, ler mais, escutar mais músicas de bandas desconhecidas e ver mais filmes alternativos.
Sabe quanto tempo eu não vou ao teatro ou em uma mísera exposição de arte? Nem queria saber.
- Completar um corrida de 5km sem andar em nenhum momento. Só correr, correr e correr! Essa tem que ser antes do dia 15 de outubro!
- Parar de gastar o dinheiro com supérfulos necessários e para conseguir guardar dinheiro para montar minha casa!
E a contagem começa agora! Vai!
Trilha Sonora: Aqualung - Brighter than sunshine
Escrito por Tati Sabadini |
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22:40
Domingo, Julho 26, 2009
Cara de pau, cabeça de bode
Não tenho tempo de nada, nem de pensar em coisas fúteis.
Só trabalho, trabalho e possível casamento.
Acabei me aventurando em coisas que nunca teria imaginado fazer:
http://www.correiobraziliense.com.br/page/214/videos.shtml#video_56695
Escrito por Tati Sabadini |
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20:45
Segunda-feira, Julho 13, 2009
Dois dias difíceis
A morte é a única certeza da vida, dizem. Para um jornalista que faz Cidades, a morte se torna parte do trabalho. E isso aconteceu comigo por quase um ano.
A primeira vez que eu vi uma morto ali no meio de uma rua de Ceilândia sabia que não ia esquecer jamais e não me esqueci.
Achei que ia sonhar com aquilo de noite, mas não sonhei. E depois vieram outros e eu ainda me lembro de todos.
Mas conforme eles iam chegando eu ia cada vez mais me protegendo das tragédias da vida, das coincidências do acaso.
Não sei o por quê, mas eu sempre começava as minhas matérias assim.
"Era uma segunda-feira como qualquer outra. João acordou, fez o café para família, pegou o mesmo ônibus e chegou no trabalho no mesmo horário..."
Mas em menos de dois dias, duas mortes abalaram comigo porque estavam próximas de mim.
A gente sabe que a única certeza da vida é a morte, mas quando ela acontece assim bem de perto estremece.
A verdade é que eu não sei lidar com a morte. Não entendo porque as pessoas tem que ir embora da minha vida.
Não tenho desapego e adoro todos os dilemas do meu dia a dia, todas as complicações da vida.
Tem tanta coisa que ainda quero fazer, tantos lugares pra conhecer, histórias que eu quero contar.
A verdade é que eu quero morrer velhinha, ainda por cima com um sorriso no rosto.
De outro jeito, não aceito e pronto. Ouviu, Deus?
Ah, se fosse assim tão fácil.
Trilha sonora: Los Hermanos - O Vento
Escrito por Tati Sabadini |
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21:55
Terça-feira, Junho 23, 2009
Querido seu guarda que me multou no dia 02 de junho às seis e meia da noite...
Sei que fui multada por estar "dirigindo com fone de ouvido contectado a aparelho de som". Sim, seu guarda, eu estava errada, assumo a minha culpa.
Mas o senhor tem que entender que quem tem Fusca não pode ter som. Primeiro, eu não sei nem se o meu carro tem capacidade elétrica pra isso.
Segundo, colocou num dia, no outro garanto que ele será roubado. Já viu carro mais fácil de abrir do que Fusca?
Seu guarda, escutar música enquanto eu vou ou volto do trabalho é uma das coisas favoritas do meu dia. Eu canto, danço e não penso em nada.
Esqueço dos problemas, tenho uma ideia genial, ou viajo para um lugar longe daquele trânsito (tá confesso que essa parte é perigosa, mas vale a pena qualquer risco).
E agora, tudo isso vai ter que acabar e fazer o quê? Não sei, mas aceito as suas sugestões.
Eu imagino que o senhor tenha visto um Fusca vermelho e branco passando por uma via com nome em siglas esquisitas de Brasília e pensou: "Nossa, que fusquinha bonitinho, todo arrumadinho".
Meu Fusca chama a atenção e eu deveria ter pensando nisso antes de fazer uma coisa que é contra a lei. Eu sei.
O senhor deve ter me visto de fone, dançando e cantando uma música qualquer e pensou: "Xi, isso não pode. Vou ter que multar".
E eu pergunto, pra quê? Eu estava feliz no meu mundo de ilusão onde usar fone é completamente livre e você arruinou isso pra mim.
Tudo bom, eu entendo que é seu trabalho. Mas da próxima vez será que dá para olhar pro outro lado, não?
Escrito por Tati Sabadini |
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23:01
Quarta-feira, Junho 17, 2009
Nada como um bom vinho
Um casal conversa durante um jantar no restaurante japonês de sempre, ela puxa o assunto:
- Amanhã vou fazer uma matéria sobre um vinho de 70 mil reais.
- Sério?
- Safra de 59, raríssimo! Será que tem gente que compra isso?
- Claro que tem. Em Brasília então, o povo não sabe onde gastar dinheiro. Deve ser um desses caras que andam de Ferrari por aí.
De repente, silêncio.
- Pois eu gosto de imaginar outra coisa. Um velhinho compra esse vinho. Escolhe uma noite especial, uma dia de semana.
Entra na biblioteca escura da casa dele, liga som para escutar um jazz antigo, abre o vinho com calma e senta na poltrona. A cada gole lembra de alguma coisa boa que aconteceu na vida dele, algum momento bom espalhado na memória.
- Acabei de imaginar a estante de livros e a poltrona verde, bem antiga com braço de madeira e tudo.
- Eu imaginei a poltrona bege, na verdade.
- Mas quem compra um vinho desse tem que dividir com alguém, com os amigos.
- Tá bom, a mulher dele entre no quarto de vestido e cabelo branco, senta na poltrona do lado, toma o vinho e diz em tom irônico: "nem é tão bom assim".
Os dois começam a rir e ficam ali em silêncio com boas lembranças.
-Será que vamos ser esses velhinhos?
-Não sei. O que eu sei é que nunca vou gastar 70 mil em um vinho. Talvez um de mil sirva pro gasto, né?
Eles começam a rir e depois se beijam.
Escrito por Tati Sabadini |
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22:55
Quarta-feira, Junho 10, 2009
Indie rock n' roll is all I need
Faz tempo que eu não procuro uma banda nova ou adiciono uma música diferente no meu playlist.
Não sou mais indie (se é que algum dia fui) mas sinto falta.
Estou de folga essa semana toda. Segunda começo a trabalhar em uma nova editoria e dessa vez com carteira assinada (hei!).
Eram os dias perfeitos parar arrumar o armário, escrever e organizar os arquivos do meu computador. Além disso, colocar meu plano de divulgação do livro em prática.
Não fiz nada disso, é claro. Apenas paguei minhas contas, fui na academia e cozinhei. E agora, depois de mala feita para viagem de feriado com o noivo, percebi que não adianta folga ou tempo livre.
Se você não faz enquanto estiver ocupada, não faz nunca. Portanto, mãos à obra. E vamos de volta ao indie, de independente, com um toque de bom gosto musical.
Enquanto o Marco assiste o jogo do Brasil, eu procuro bandas novas, em blogs diferentes.
Um ponto positivo para a minha nova vida: Estou lendo como nunca! Livros de todos os tipos. Mulherzinhas, chatos, inteligentes e best sellers.
Sim, eu resolvi que tenho que ler os livros da lista de mais vendidos, para quem sabe, ser escritora de um livro de sucesso com o público geral.
Desde de janeiro já li: Comer, rezar, amar (gostei), Marley e Eu (chorei horrores) e agora estou lendo o fatídico A Cabana (não gostei mas estou me forçando a chegar até o final).
Outra coisa: não vou comprar nenhum livro até terminar todos os que eu não li que estão na minha estante (com exceção daqueles que eu ganhei no jornal nos últimos dias, todas leituras super leves, adorei!)
Trilha Sonora: (acabei de descobrir) Angus and Julia - Mango Tree
Escrito por Tati Sabadini |
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23:47
Sexta-feira, Maio 29, 2009
Você sabe que está velha quando:
- Escuta Stairway to Heaven no rádio e lembra daquele dia que beijou aquele menino, no ponto de ônibus da Urca no Rio de Janeiro, enquanto os amigos dele tocavam Led Zepplin no violão.
- Adolescentes insistem em te chamar de “tia”.
- Você discute a futura educação dos seus filhos mais de duas vezes por semana com os amigos.
- Você não pode ver uma criança fofa na rua que quer ter uma igual.
- Os amigos da sua idade só sabem falar em apartamento, aluguel e que já passou da hora de sair de casa.
- Acha que fumar é blasé.
- Começa a “gostar” de malhar.
- Vai trabalhar na barraca da festinha da Igreja em plena sexta à noite.
- Vai trabalhar de novo na festinha da Igreja em pleno sábado à noite.
- E finalmente, “esquece” de tomar cerveja no fim de semana.
Quem te viu, quem te vê Tatiana.
Escrito por Tati Sabadini |
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19:52
Sexta-feira, Maio 08, 2009
Flu, Flu, Flu
É péssimo quando você tenta organizar a sua vida e vem uma gripe daquelas e te bota pra baixo.
É triste quando você tem uma lista de coisas para fazer, mas não tem força nem para levantar a escova de dente.
Meu quarto está uma bagunça há exatos 15 dias. Estou trabalhando sem parar há 11.
E cheia de pensamentos e ideias há pelo menos 20.
Pareço uma zumbi no trabalho de tão branca, com a cara inchada e doida da cabeça. Meus pensamentos se perdem.
Sem querer vou pra outro lugar, depois volto sem saber para onde fui ou onde ir.
Era bem óbvio que meu corpo ia pedir para parar.
O jeito é deixar passar. Finalmente, descansar no fim de semana e começar tudo de novo na segunda.
Pelo menos o trabalho e a leitura estão em dia!
Trilha Sonora: Little Joy - Shoulder to shoulder
Estou lendo: Curvas de aprendiz - Gemma Townley
Escrito por Tati Sabadini |
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13:56
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